Texto-modelo da aula 1 – Catarina Palumbo

Vejam que texto bem estruturado e consistente a Catarina, da 3B, elaborou sobre o uso de cobaias em experimentações científicas. Para defender seu posicionamento favorável a tal uso, a Catarina, além das informações da coletânea fornecida, transformadas em argumentos, utiliza também de conhecimento prévio, como os que dizem respeito a vários tratamentos e medicamentos oriundos dos testes com animais, bem como da contextualização histórica, pontuando o início desse tipo de teste.

Que a leitura seja inspiradora para os próximos textos!

Uso de animais: uma prática necessária

Catarina Monteiro Palumbo, 3B

            O uso de animais para o entendimento dos organismos vivos é uma prática presente na sociedade desde os estudos anatômicos de Hipócrates, na Antiga Grécia. Esse costume milenar passou a ser questionado por volta do início do século XIX, quando, em meio a revoluções industriais e ideológicas, foram trazidas à tona as questões éticas relacionadas ao uso de cobaias vivas. Atualmente, mesmo com o grande avanço das diversas áreas de conhecimento, a utilização dos animais em experimentações científicas continua imprescindível para o desenvolvimento de tratamentos médicos e farmacêuticos.

Em primeira instância é importante esclarecer que existe uma imagem mistificada a respeito do uso de animais em pesquisa. Cientistas são constantemente vistos como pessoas insensíveis que maltratam os seres vivos, no entanto, esse julgamento popular não condiz com a realidade. Isso porque os experimentos realizados com o uso de animais são regulados por leis específicas e fiscalização eficiente, que vigoram no Brasil desde 2008. Dessa forma, qualquer maneira de maus-tratos impede a publicação das descobertas em periódicos científicos e barra os investimentos naquela pesquisa, o que torna o processo experimental muito mais humano e consciente das necessidades do animal estudado, que deve ser tratado com respeito e ter o seu sofrimento reduzido o quanto possível.

Em segundo lugar é importante ressaltar que as experimentações seguem aos princípios do três Rs, que correspondem a reduzir ao máximo o número de animais estudados e substituir, sempre que possível, as cobaias vivas por tecnologias mais modernas, como a cultura de células. No entanto, apesar dos grandes avanços nas áreas de biotecnologia, ainda não é viável reproduzir “in vitro” características como o alto nível de complexidade de organização celular em tecidos, órgãos e sistemas, a elevada especialização das células ou a constante interação entre diferentes moléculas, que são encontradas em organismos vivos.

Além disso, a maior parte das vacinas, remédios e tratamentos médicos que salvam vidas na atualidade passaram em algum momento por uma fase de experimentação em animais. Sem esses estudos, por exemplo, não existiriam a quimioterapia, os antidepressivos ou os tão disseminados analgésicos, que ajudam milhares de pessoas todos os dias.

Dessa forma, as experimentações científicas em seres vivos se provam um processo, além de preocupado com o bem-estar dos animais, totalmente necessário para o desenvolvimento humano. Afinal, negar as pesquisas com esses seres é dizer não a todos os benefícios já conquistados e a todas as inovações que poderiam ser descobertas pela ciência médica.