Texto modelo da aula 3 – Luísa Luna

Com vocês, mais um texto modelo sobre o uso de cobaias em experimentos científicos. A Luísa Luna, da 3B4, fez um bom trabalho de reescrita e criou argumentação consistente, contrária ao uso de cobaias animais. Vejam que, embora não fosse exigência da proposta, a Luísa elaborou uma conclusão com sugestões pertinentes para equacionar o problema. Resultado: ótimo texto, persuasivo e agradável de se ler!

 

Testes em animais e seus limites éticos

Grande parcela da população mundial, assim como indústrias atuantes em diversos âmbitos, são favoráveis ao uso de animais em experimentações científicas e argumentam que a espécie humana, por ser mais importante do que os demais seres vivos, deve subordiná-los aos seus interesses. Submeter os animais a testes extremamente cruéis, entretanto, é um desrespeito a seus direitos.

A utilização de animais em laboratórios, tanto para fins médicos quanto para fins estéticos, tem sido motivo de polêmica na sociedade atual. Animais de várias espécies são empregados em experimentos científicos com o objetivo de comprovar a eficiência de produtos como medicamentos, vacinas e cosméticos. Entretanto, os especialistas devem ter a consciência de que os animais utilizados como cobaias são seres vivos como nós e, dessa forma, também possuem substratos neurológicos que os tornam sensíveis à dor.

Diversas empresas, fabricantes de marcas como a Nivea, Rexona e Hipoglós, ultrapassam diariamente os limites éticos e violam a “Declaração Universal dos Direitos dos Animais”, proclamada pela UNESCO, ao utilizarem animais em experimentações científicas, expondo-os a maus-tratos e causando diversos prejuízos, tanto físicos como psicológicos, ao submetê-los a testes químicos, a escassez de água e comida e encarceramento, o que é inadmissível. No Brasil, ao menos, os animais usados em laboratórios devem ser criados sob condições especiais, em um biotério aprovado pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), que os iniba de qualquer sofrimento, já que, em algumas pesquisas, usar animais é o único jeito de revelar detalhes que outros métodos alternativos não mostram.

Por fim, pode-se concluir que, apesar de ser aprovado pelo Concea o uso de cobaias em determinadas empresas que atendem aos direitos dos animais, é imprescindível que estas invistam em estudos que busquem o desenvolvimento de técnicas alternativas para as pesquisas científicas, como o método “in vitro”, que pode avaliar o risco de alergia provocado por agentes químicos. O setor público também tem o papel fundamental de conscientizar e estimular, seja por meio de estudos ou financeiramente, o surgimento de técnicas alternativas. Dessa forma, será possível amenizar o sofrimento causado aos animais sem, no entanto, comprometer o avanço da ciência e do mercado.

Luísa Luna

Texto modelo da aula 3 – Matias Cardoso

Na aula 3, os alunos fizeram a reescrita do texto produzido na aula anterior, sobre a utilização de cobaias animais em experimentos científicos, considerando os apontamentos do corretor. O resultado do trabalho do Matias, da 3E1, segue abaixo: um texto de argumentação bem consistente, com bom uso das informações disponibilizadas pela coletânea de textos deste Blog, e fluente, agradável de se ler. Vejam como o Matias faz referência aos defensores dos animais – de opinião contrária à dele – de modo respeitoso, reconhecendo méritos em suas ações, para daí se aprofundar em seus próprios argumentos. Ótima estratégia de argumentação em tempos de radicalismos!

Boa leitura!

 

A necessidade do uso de cobaias animais

Matias Cardoso

Movimentos organizados em prol da defesa dos animais, juntamente com cidadãos que simpatizam com essa causa, são ferrenhos críticos do uso de animais em pesquisas científicas. Esses indivíduos e organizações, porém, não levam em consideração que os experimentos com cobaias animais são fundamentais para melhorar a qualidade de vida tanto dos seres humanos quanto dos próprios animais utilizados.

De fato, obviamente, organizações de defesa dos animais são importantes. Devido à pressão feita por ONGs junto a governos e cientistas, o sofrimento das cobaias diminuiu consideravelmente. Criaram-se instituições reguladoras, como o CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) que é responsável pelo credenciamento de empresas que desenvolvem atividades nessa área, que desse modo, ajuda a controlar a utilização e a prevenir o sofrimento dos animais, através, por exemplo, do uso de sedativos caso o experimento cause muita dor. Antigamente, durante a Segunda Guerra Mundial, as cobaias animais, assim como os seres humanos, sofriam muito nas experimentações científicas nazistas. Os soldados alemães não se preocupavam com o bem-estar animal e até mesmo os submetiam a torturas. Porém, isso não ocorre mais, visto que, hoje em dia, os seres vivos têm seus direitos preservados durante as pesquisas.

No mundo atual, a ciência avança de maneira muito rápida. Novas descobertas e novos experimentos acontecem todo dia e com grande frequência. O uso de seres vivos como cobaias é necessário para manter esse ritmo na ciência. Camundongos, por terem fisiologia semelhante com a humana e apresentarem um rápido ciclo reprodutivo, são muito utilizados para experimentações científicas que visam, principalmente, ao desenvolvimento de novos remédios e até mesmo ao melhor entendimento do funcionamento da vida. Sendo assim, essas pesquisas são extremamente importantes para aumentar a expectativa e a qualidade de vida humana e também para beneficiar os animais, pois vários experimentos psicológicos auxiliam veterinários e biólogos a, respectivamente, melhorarem os tratamentos e os cuidados com os animais, e na compreensão de seus ciclos de vida e hábitos.

Além disso, o uso de cobaias não pode ser trocado, inteiramente, por outro método. Recentemente, cientistas desenvolveram células artificiais para substituir o uso de animais em pesquisas científicas. Apesar de esse método ser inovador, ele não é completamente eficiente, uma vez que não serviria em testes psicológicos, em que é necessário observar sentimentos, próprios dos animais. Por exemplo, não seria possível acompanhar determinada reação dessas células artificiais frente a um estímulo, como consegue-se ao submeter a tal estímulo um rato fora de seu habitat natural e percebê-lo um pouco assustado e perdido.

Portanto, conclui-se que as cobaias animais são imprescindíveis para o desenvolvimento científico desde que a sua utilização sempre os respeite e garanta o seu bem-estar.