Texto-modelo (aulas 7 e 8) – Lúcia Moon

Abaixo, vocês poderão ler o texto escrito (na aula 7) e reescrito (na aula 8) pela colega Lúcia Moon. A colega julgou que o elemento mais importante a ser discutido (lembremo-nos de que a proposta era argumentar sobre A atual geração de jovens brasileiros e o futuro: expectativas e possibilidades) era o problema ambiental.

Além de o texto estar bastante consistente, com dados concretos que comprovam que o futuro a ser enfrentado pelos jovens brasileiros, no âmbito climático, é pouco promissor, o trabalho de reescrita feito pela colega foi digno de nota – literalmente! A Lúcia conseguiu apropriar-se de cada orientação dada pela corretora (com relação a ideias e linguagem, especialmente), tornando a segunda versão ainda melhor do que a primeira.

Parabéns, Lúcia! 

Boa leitura a todos!

Mudar o presente para um futuro melhor

          Não se pode negar que as gerações passadas deixaram aos jovens brasileiros da atualidade problemas grandes. Um deles, muito relevante, é o planeta um tanto deteriorado. A conscientização sobre a preservação do meio ambiente veio muito tarde e, lamentavelmente, é deixada de lado por aqueles que mais têm poder para mudar essa realidade. Apesar desse fato, pode-se perceber que os jovens brasileiros têm preocupações relevantes, sendo a maior delas a preocupação com o efeito estufa, e mobilizam-se para revertê-lo, algo de que se deve orgulhar.
Até a conferência Eco 92, no Rio de Janeiro, em 1992, nunca havia sido reconhecido o perigo na maneira com a qual se tratava o planeta. É inegável que o aquecimento global é um problema que mal será percebido por quem teve maior participação na causa dele, uma vez que são mais velhos e já não estarão vivos quando a situação se agravar. Não vão, por exemplo, sofrer com a escassez de água em diversos pontos do planeta, fato que ocorrerá se as temperaturas continuarem subindo. Além disso, é possível notar que, se forem colocadas preocupações com o meio ambiente e lucro em uma balança, ela vai, muito frequentemente, pesar mais para o lado do dinheiro. São exemplos dessa realidade as indústrias que não filtram a fumaça que liberam porque é caro ou o desmatamento da Floresta Amazônica para a monocultura ou a pecuária. Dessa maneira, é possível perceber que a geração anterior danificou e ainda danifica o planeta, pouco se importando com a juventude atual, que tem consciência de que terá que arcar com as consequências de seus atos.
Além do fato de saberem que são eles que vão ter que lidar com os efeitos mais graves do aquecimento global, os jovens se importam mais com a mudança climática do que seus antecessores porque nasceram em um mundo no qual já se falava de preocupação ambiental. É possível perceber, em suas atitudes cotidianas, o positivo esforço dos jovens para mudar essa realidade. Um ato simples como parar de comer carne é muito efetivo para a diminuição da liberação de gases estufa. Estudos da Universidade de Oxford para o programa “Future of Food” mostram que se a produção de carne fosse interrompida, cairia 70% das emissões de gases do efeito estufa. É possível perceber que a juventude brasileira está ciente disso e muda seus hábitos pelo planeta, como se pode comprovar na reportagem da Gazeta Digital, publicada em 2009, na qual se afirma que “jovens brasileiros são os que mais buscam ser vegetarianos”, fato que gera otimismo em relação ao futuro.
Portanto, conclui-se que a juventude brasileira vai ter que enfrentar desafios para corrigir os erros das gerações passadas, em especial quando se trata de mudanças climáticas. E, percebe-se que ela não se conforma com a situação; ela tenta mudá-la em prol de seu futuro e do futuro do planeta.