Texto-Modelo – Aula 9 (Rebeca Carmona)

Eis mais um texto-modelo da aula 9!

Em seu texto “A expectativa de justiça”, a colega Rebeca Carmona aponta os motivos de o povo brasileiro estar “na expectativa de que ela [a nova presidente do STF, Cármen Lúcia] traga as mudanças necessárias ao país”. Entre esses motivos, Rebeca mencionou algo que nem estava na coletânea fornecida pela PUC-2017: o simbolismo de uma mulher estar à frente do Supremo Tribunal Federal.

Boa leitura a todos!

A expectativa de justiça

          Recentemente, Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), vem se tornando uma esperança de mudança no Brasil. Desde o começo de sua participação no cenário político brasileiro, a ministra tem lutado pela justiça e ordem, sendo peça fundamental em diversos casos de corrupção, assegurando que os que devem ser punidos sejam devidamente julgados e condenados. Agora, com a posse de seu cargo no STF, o povo brasileiro está na expectativa de que ela traga as mudanças necessárias ao país.

          Já durante seu discurso de posse, a ministra expressou uma série de mudanças que deseja cumprir durante seu mandato, correspondendo também ao desejo dos brasileiros. “Alguma coisa está fora da ordem”, disse ela em seu discurso, citando Caetano Veloso e se referindo também à corrupção que é extremamente comum nos diversos órgãos do governo e infectou a todos, inclusive o judiciário. Assim, há esperança de que ela traga finalmente a justiça aos que merecem ser punidos, algo no que muitos de seus antecessores falharam em realizar, combatendo então a impunidade do Estado.

          Há também outra mudança que pode ser prevista agora que ela tem seu cargo que, apesar de não ter sido citada em seu discurso de posse, tem tanta relevância quanto as outras. Trata-se do fato de ela ser apenas a segunda mulher que assume a presidência do STF dos 47 que já existiram, vindo depois de Ellen Gracie, que presidiu a entidade de 2000 a 2011. Ambas as mulheres representaram um símbolo de esperança de que a igualdade dos gêneros seja alcançada. No Brasil, os números de feminicídio e assédio sexual estão entre os maiores do mundo, gerando uma situação muito insegura para as mulheres, que também têm mais dificuldade em conseguir empregos e alcançar altos cargos em suas profissões por causa da sociedade machista em que estão imersas. Dessa maneira, o fato de uma mulher ter alcançado uma posição de tanto prestígio e destaque no governo é extremamente significativo. Cármen Lúcia também tem isso em mente, chamando atenção, por exemplo, do Ministro Luiz Fux, que insistia em interromper a Ministra Rosa Weber durante uma sessão; Cármen Lúcia lhe disse que as mulheres em tribunais constitucionais têm uma chance 18 vezes mais alta de serem interrompidas enquanto falam do que os homens e que é algo que a excelência deveria parar de praticar.

           Portanto, é possível perceber que a presidente do STF, Cármen Lúcia, tornou-se um símbolo de justiça e esperança para o povo brasileiro. Ela está sob a expectativa de corrigir os erros cometidos no Brasil e, apesar de ser algo muito difícil de se atingir, todos estão torcendo por ela.

Rebeca Carmona, 3H2

Texto-modelo – Aula 9 (Sérgio André Cristovão)

Mais um texto da aula 9! O texto do Sérgio apresenta ótima linguagem, com precisão vocabular e boa construção frasal. Assim, seus argumentos sobre as expectativas acerca da ministra Cármen Lúcia tornam-se muito mais claros e, portanto, consistentes. Vejam como suas afirmações são bem trabalhadas, não deixando espaço para dúvidas do leitor. Este é um bom exemplo de que argumentar não é apenas afirmar o que se pensa: é preciso justificar suas ideias – o que o Sérgio faz a partir de seus conhecimentos sobre o Judiciário brasileiro e o cenário político atual.

Boa leitura!

 

As empreitadas de Cármen Lúcia

Desde sua posse como presidente do STF, em setembro de 2016, a juíza Cármen Lúcia vem fazendo uma administração corajosa e inovadora, que contrasta com a preguiça e inércia do mandato de Levandowski. Entre seus principais objetivos, é importante destacar sua cruzada contra a ineficiência do Judiciário e as regalias excessivas destinadas aos funcionários públicos dessa área. Apesar da reação contrária de grupos afetados pela tentativa de mudança do “status quo”, como juízes e procuradores, as pautas levantadas pela ministra são essenciais no atual momento de crise e merecem ser apoiadas pela população.

A ineficiência do Judiciário brasileiro é algo custoso à sociedade: todos os dias, milhares de brasileiros sofrem com sentenças questionáveis, demora no andamento dos processos e uma infinitude de procedimentos burocráticos que encarecem e atrasam o andamento das ações. O resultado disso é severo para a sociedade: a demora dos vereditos, por exemplo, gera a sensação de impunidade, o que, por sua vez, acarreta a perigosa noção de que as leis não precisam ser respeitadas, tanto em instâncias menores quanto em maiores. Um bom exemplo disso são os diversos escândalos de corrupção sucessivos, protagonizados por políticos influentes, como evidenciado pelas diversas operações contra a corrupção pela Polícia Federal. Caso os processos fossem mais objetivos, teriam os políticos envolvidos nesses esquemas tanto espaço para desrespeitarem as leis, serem processados e adiarem os julgamentos para o arrefecimento da opinião pública e um possível adiamento eterno do processo? Com o aumento da previsibilidade e transparência sinalizadas por Cármen Lúcia, será possível corrigir essas deficiências do judiciário e garantir uma maior confiança nas leis por parte da população.

Outro problema importante a ser resolvido é o excesso de regalias da máquina pública. Em um país em crise financeira e com sucessivos déficits nas contas dos governos, é inaceitável que as associações de membros do alto escalão do Judiciário tenham conseguido manter benefícios surreais custeados pelas contas públicas, como salários exorbitantes, auxílios para bens supérfluos como ternos e garantia quase incondicional de estabilidade. Com ações que gerem o corte dos próprios gastos do STF, como o controle das diárias em viagens oficiais, Lúcia estará dando exemplo para os demais funcionários públicos sobre a importância da austeridade, o que é algo vital para reduzir os déficits financeiros e recuperar a confiança na integridade dos integrantes do alto escalão do Estado brasileiro.

Portanto, as medidas de Cármen Lúcia são essenciais para resolver problemas sérios que o país, atualmente, enfrenta e, caso sejam bem-sucedidas, poderão simbolizar um bastião da decência e boa governança no meio da atual crise moral e econômica.

            Sérgio André Cristovão

Texto-Modelo – Aula 9 (Gabriela Coelho)

Abaixo, vocês poderão ler o texto escrito por Gabriela Coelho, da turma 3H1, em nossa aula 9. Percebam que a Gabriela parte de um conceito de Jean-Jacques Rousseau para iniciar o assunto. Além de dar informatividade ao texto, esse início deu um contexto para a discussão. Essa preocupação com a contextualização também se fez presente no Desenvolvimento: a Gabriela nos apresentou como foi o discurso da ministra Cármen Lúcia, quando ela foi empossada Presidente do STF.

Boa leitura!

O contrato Social de Cármen Lúcia

     “O Povo como soberano”. Nisso se baseia o livro O Contrato Social, escrito por Jean-Jacques Rousseau. Utilizado como uma das bases ideológicas de diversas revoluções burguesas, como a Revolução Francesa, que se desenvolve no fim do século XVIII, esse ideal ainda é, teoricamente, a representação da democracia: eleger políticos que representem os interesses da população, o que nem sempre acontece. No Brasil, em um contexto de extrema corrupção, há o surgimento de uma figura que fortalece nos cidadãos do país expectativa de mudanças que possam fazer jus ao que dizia Rousseau em sua mais famosa obra; trata-se de Cármen Lúcia, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

     Em setembro de 2017 completará um ano a posse do cargo de presidente por Cármen Lúcia, marcado por um discurso de perspectiva extremamente transformadora, o que deixou o povo brasileiro com expectativas de mudanças no Judiciário do país. A primeira frase do discurso da ministra já sinalizou uma das tendências de mudança: em vez de primeiramente saudar o presidente da república Michel Temer, como de costume, saudou “Sua Excelência, o povo”. Tal conduta revela sua intenção de priorizar o cidadão brasileiro, considerando-o a maior autoridade e principal agente da política. Colocando a população não abaixo de políticos e do setor Judiciário, mas no mesmo patamar de importância, a presidente já inicia a evidenciar outras condutas que deixam claras no decorrer do discurso.

     “Privilégios são incompatíveis com a República”, proferiu Cármen Lúcia para o jornal Folha de S. Paulo, em 2015, pauta que não foi abandonada quando assumiu seu cargo no STF. Dentre suas promessas, a presidente pretende cortar privilégios dentro da justiça, como evidenciado quase um ano após sua posse quando se posiciona contra o reajuste salarial pedido por juízes, com a intenção de combater a corrupção e o abuso de poder por membros do poder público do brasileiro.

      É claro que a efetiva mudança de rumo político do país não ocorrerá da noite para o dia, porém figuras dispostas a lutar por isso parecem começar a aparecer.

Gabriela Coelho Silveira