Texto-modelo da aula 4 – Celina Oshiro

A Celina Oshiro, da 3B1, redigiu ótimos parágrafos conclusivos e um título criativo para o texto sobre a validade das informações que encontramos na Internet, fornecido na aula 4. Com excelente linguagem e cuidadosa coesão, a aluna retoma, na conclusão-resumo, os principais aspectos desenvolvidos no texto-base e, na conclusão-proposta, apresenta sugestões factíveis e muito bem detalhadas. Se fosse no Enem… Confiram!

Título: Alerta! Vírus da ignorância detectado

Conclusão-resumo

Em suma, o enorme volume de fontes contendo informações desprovidas de embasamento acarreta o alastramento de conhecimentos duvidosos e até mesmo errôneos. Embora haja sites confiáveis, cujo acesso tornou-se viável e simples com a internet, discerni-los dentre terabytes de páginas de conteúdo questionável, protegidos por princípios como a liberdade de expressão, é tarefa árdua e complicada a qual a expressiva maioria das pessoas não possui empenho ou capacidade para realizar.

Conclusão-proposta

Tendo em vista essa alarmante difusão de conhecimentos dúbios, seria possível desenvolver-se uma extensão de navegador para minimizar as chances de internautas dependerem de informações incertas. Tal ferramenta, que estaria disponível para download, funcionaria integralmente enquanto o navegador – programa pelo qual se acessam sites na internet – estivesse aberto e utilizaria o sistema de “cross-data” ou data crossing (verificação de ocorrências comuns em localidades diferentes) entre os principais resultados de busca de sites, como o próprio Google. Esse sistema permitiria consultar e até analisar a frequência com que ideias de diversas fontes aparecem em páginas amplamente consultadas, diminuindo as chances de pessoas utilizarem informações incorretas e divulgando para uma parcela destacável dos internautas tais dados adquiridos. Quanto ao seu desenvolvimento e programação, ONGs, faculdades relacionadas à informática e inclusive o MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações – poderiam encarregar-se de praticá-los.

Celina Oshiro

 

Texto modelo da aula 3 – Livia Shimura

Aqui está mais um texto da aula 3 para vocês apreciarem. Notem como a Livia, da 3B2, empregando boa linguagem e organização, critica o uso de animais em experimentações científicas. Para dar consistência à defesa de sua tese, a aluna vale-se de exemplos concretos, o que torna o texto mais persuasivo.

Boa leitura!

Ciência Ética

Livia Shimura

Grande parcela da população mundial, assim como indústrias atuantes em diversos âmbitos, são favoráveis ao uso de animais em experimentações científicas. Esses indivíduos argumentam que a espécie humana, por ser mais importante do que os demais seres vivos, deve subordiná-los aos seus interesses. Submeter os animais a testes extremamente cruéis, entretanto, é antiético e nem sempre leva aos resultados desejados, causando sofrimento desnecessário.

Os animais sentem dor assim como os seres humanos e é cruel fazê-los passar por condições que são consideradas desumanas. Presos por dias em jaulas pequenas, cães, gatos, macacos, ratos, coelhos e mais uma longa lista de animais são cobaias de testes de produtos, como os cosméticos, que podem causar queimaduras, entre outras irritações, na pele. Em casos mais graves, esses animais desenvolvem cânceres e vivem com essas doenças e dores até a morte ou até serem sacrificados.

Apesar disso, esses animais que são forçados a passar suas vidas em laboratórios ainda são vistos por muitas pessoas como um “pequeno dano colateral” para um bem maior. Porém, esse “bem maior” muitas vezes chega a não ser atingido. Animais, apesar de possuírem algumas características extremamente semelhantes aos seres humanos, nem sempre respondem a tratamentos da mesma maneira. É importante lembrar que os animais podem possuir uma fisiologia muito diferente daquela dos seres humanos. O vírus da AIDS, o HIV, por exemplo, surgiu a partir de um vírus chamado SIV, que é altamente mutante, em macacos. Apesar de inofensivo para os macacos, a AIDS pode ser fatal para o seu parente evolutivo mais próximo, o ser humano.

Medicamentos e produtos que funcionam em animais podem ser extremamente perigosos aos seres humanos, causando danos irreversíveis para as pessoas e sofrimento desnecessário aos animais que serviram de cobaia. Um bom exemplo é o da droga TGN1412, um anticorpo monoclonal, produzido por um único clone, que foi testado em humanos em 2006 no Northwick Park Hospital, Reino Unido. A droga tinha sido previamente testada em macacos com doses 500 vezes maiores. Porém, esses testes fracassaram em prever a falha no funcionamento de diversos órgãos nos seres humanos que, segundo médicos, podem desenvolver doenças autoimunes e cânceres por causa do TGN1412.

Assim, perante tais fatos, é possível chegar à conclusão de que os animais não merecem ser maltratados às custas dos seres humanos. Além da crueldade, diversos campos da ciência já estão sendo desenvolvidos, como a biotecnologia, e podem não só criar novas técnicas, como também aperfeiçoar alternativas aos animais em experimentos, sendo uma solução mais ética e possivelmente mais precisa que o uso de cobaias nessas experimentações científicas.

 

Aula 5: documentário e informações complementares sobre as cotas

Pessoal

A fim de se prepararem bem para a aula 5 de laboratório, assistam ao documentário “Raça humana”, em que se aborda a tão polêmica questão das cotas raciais nas universidades brasileiras. Certamente, o material ajudará vocês a adotarem um posicionamento mais firme sobre tal ação afirmativa no campo da educação.

Além do documentário, vale a pena conhecer melhor como funcionam as cotas nas universidades federais. Para isso, leia notícia publicada no portal G1.

Boa aula!