Vídeos produzidos pelos alunos de Humanas

Abaixo estão alguns vídeos produzidos pelos alunos de Humanas. A intenção didática era que os alunos trabalhassem em grupo – atividade tão importante… – para a realização de um texto argumentativo, porém com uma linguagem bastante diferente daquela que se emprega nas dissertações de vestibulares.

O resultado desse trabalho foi muito valioso. Muitos e muitos vídeos com discussões profundas, engajadas e por vezes divertidas.

Seguem os links com alguns dos vídeos.

Vídeo feito por Lorenzo Uchôa, Rebeca Carmona, Roberto Amaral e Susannah Litvac (3H2). Os alunos apresentaram sua opinião sobre os estereótipos que acompanham as áreas de Exatas, Humanas e Biológicas. Para ilustrar seu pensamento, contaram com a participação de colegas de várias turmas, de várias áreas – e demonstraram que os rótulos que acompanham cada área não têm nenhuma relação com a realidade.

 

O vídeo, produzido pelos alunos Luciana Baptista, Manoela Ribeiro, Marcelo Rappaport, Paula Barros e Verônica Dufrayer (3H1), discute sobre a passagem do tempo. É muito interessante notar que muitas das técnicas aprendidas em aula – como as citações e a pergunta – estão aplicadas no texto escrito (e ilustrado) pelo grupo.

 

Os alunos Manuela Triantafyllidis, Maria Beatriz Mogioni, Oswaldo Perez e Sofia Ameijeiras (3H1) produziram um vídeo em que refletiram sobre o quão relativa é a passagem do tempo. Um texto de base filosófica que, em aula, hipnotizou os colegas.

 

Boa sessão-pipoca a todos!

Texto-Modelo da Prova Bimestral de Humanas – Olívia Bellotto de Moraes

Abaixo, vocês poderão ler o texto produzido na prova bimestral, pela colega Olívia Bellotto de Moraes, da 3H1. O tema é, como o título já anuncia, a superlotação dos presídios.

Vale observar vários elementos da dissertação escrita pela Olívia: a ótima organização das ideias (fica tão claro que a colega PLANEJOU o texto antes de o escrever…); a resultante coerência entre as ideias, do início ao fim do texto; a expressividade da introdução, devido à aplicação da técnica da Frase Nominal; a incrível atualidade dos argumentos, que demonstram que a autora escreveu o texto envolvida pelo tema e imbuída de tudo o que tem lido a respeito do assunto.

Boa leitura a todos!

Parabéns, Olívia!

Os problemas da superpopulação nos presídios

      Violento. Perigoso. Desorganizado. Infelizmente, assim pode ser descrito o cenário das cadeias brasileiras. A situação da superpopulação vem se agravando, e o poder público parece já não saber mais como devolver a ordem aos presídios, uma vez que causas e consequências fazem parte de um círculo vicioso difícil de ser quebrado.

      As causas e consequências geradoras desse aumento do número de presos encarcerados, lamentavelmente, são diversas e se encontram em vários âmbitos da sociedade. A começar pelo sistema educacional público, que também está muito degradado. Devido às péssimas condições de ensino, como falta de professores e insuficiência de equipamentos nas salas de aula, os alunos não se sentem motivados a estudar. Dessa forma, o que deveria ser um instrumento para tirar crianças e jovens de situação de risco não cumpre o seu papel. Além disso, sistemas judiciário e penal lentos e ineficazes como os brasileiros atrapalham ainda mais a situação: muitos presos que já cumpriram as suas penas continuam encarcerados e diversos suspeitos esperam julgamento durante meses dentro das prisões.

      Diferentemente do que se imagina, as consequências da superpopulação nos presídios não se restringem apenas ao âmbito humanitário. A violação dos direitos humanos, garantidos inclusive pela Constituição Brasileira de 1988, é o problema mais visível desse cenário, porém não o único. O aumento populacional comumente extrapola a capacidade máxima de detentos permitida em uma prisão, o que compromete a sua segurança. Como resultado, chefes do crime organizado continuam a comandar suas operações – isso quando não as fazem de dentro de suas celas, como é o caso do famoso golpe do prêmio falso – por meio de telefones celulares levados ilegalmente para dentro dos presídios. Outra situação também possível devido à superlotação das cadeias são as revoltas dos presos, que se amotinam contra os guardas. Frequentemente, a resposta encontrada pelas forças policiais e militares é, infelizmente, a violência, como aconteceu na revolta do Carandiru, presídio paulista onde 111 presos foram assassinados pela PM, em 1992. Ademais, há também um fator ideológico: não há interesse por parte da sociedade em reintegrar aqueles que já cumpriram a sua sentença, o que leva ex-presidiários a retornarem ao mundo do crime.

      Em conclusão, o problema da superpopulação carcerária é grave e precisa ser estudado para que planos sejam criados para o seu combate efetivo, uma vez que a conjuntura de fatores responsáveis pela questão é complicada e as consequências implicadas são diversas.

Texto modelo da aula 3 – Júlia Maita

Abaixo, vocês poderão ler mais um texto muito bem escrito, a respeito dos experimentos científicos com cobaias animais. A colega Júlia Maita, da turma 3H2, defende que se incentive a realização de outra espécie de testes (que já existem), sem o uso de animais. Para a Júlia, testes com cobaias não passam de “um capricho do ser humano”.

Boa leitura!

O valor de uma vida

          Grande parte da população mundial, assim como indústrias atuantes em diversos âmbitos, são favoráveis ao uso de animais em experimentações científicas. Esses indivíduos argumentam que a espécie humana, por ser mais importante do que os demais seres vivos, deve subordiná-los aos seus interesses. Submeter os animais a testes extremamente cruéis, entretanto, pode causar danos irreversíveis a sua saúde ou até mesmo ser fatal, apenas para satisfazer algo que não passa de um capricho do ser humano.

          É de conhecimento geral que antes de muitos produtos – cosméticos ou medicamentos – serem disponibilizados para o uso humano, são testados de forma violenta em animais. Infelizmente, muitos consumidores não têm consciência do tipo de sofrimento ao qual ess­es animais – destinados exclusivamente a essa função – são submetidos para que possam usar seus filtros solares, cremes dentais, sabonetes e diversos outros itens banais no cotidiano. Esses produtos, apesar de terem grande importância, não são essenciais para a sobrevivência humana, e se o indivíduo, mesmo assim, desejar usá-los, pode optar por marcas livres de crueldade animal. Claramente nenhum ser humano se submeteria a queimaduras, desenvolvimento de tumores, perda de visão, audição ou ate à morte para que um produto que pode ser considerado dispensável, seja desenvolvido. Dessa maneira, é inaceitável que animais inocentes que não podem dar consentimento algum sobre o que vai ser feito com seu corpo passem por isso apenas por serem tidos como inferiores ao homem.

          Para tanto, o mundo atual com certeza conta com inúmeras novas tecnologias, que, se aplicadas efetivamente, poupariam os animais de tanta crueldade. Com pesquisas detalhadas e extremamente criteriosas unidas a outros tipos de teste, diversos experimentos com animais poderiam deixar de acontecer. Um exemplo de teste que não envolve seres vivos inocentes é aquele com células-tronco in vitro, que garante a eficiência do produto sem prejudicar seres humanos ou animais. É importante também levar em consideração que há diferenças entre os organismos destes últimos. Portanto, o que funciona em um não necessariamente funciona em outro, levando a crer que testes com cobaias animais podem não ser os mais confiáveis para garantir segurança e qualidade de um produto.

          Em suma, experimentos com animais causam enorme sofrimento que pode ser evitado. Algumas marcas – de cosméticos, por exemplo – estão se desfazendo desse processo e disponibilizando produtos que em cujo desenvolvimento não foi empregado nenhum tipo de violência. O ideal seria que os consumidores se interessassem mais em saber as circunstâncias nas quais seus artigos são fabricados e, assim, conscientizassem-se sobre a complicada questão ética envolvida no processo e passassem a consumir cada vez mais itens “livres de crueldade”, como são chamados.

Julia Maita Cavezzale Curia

Texto modelo da aula 1 – Leonardo Frangioni

Abaixo, vocês poderão ler um texto produzido na primeira aula de Laboratório de Redação do ano. O colega Leonardo Frangioni, da turma 3H2, escreveu sobre o comportamento protetor dos pais contemporâneos. Vejam que, desde o título, Leonardo já questiona se esse comportamento é, de fato, positivo: é proteção ou privação? Diante desse questionamento, o colega mostra a importância da educação protetora, mas sem excessos, afinal “é necessário saber quando é preciso ou não interferir na vida dos filhos e como suas ações protetoras podem afetá-los.”

Proteção ou privação?

        É notável, seja nos artigos publicados na mídia geral, seja na observação cotidiana, uma crescente atitude protetora dos pais contemporâneos na criação de seus filhos. De fato, o mundo atual fornece numerosas razões para a apreensão dos pais, que tentam proteger sua família de novos perigos. No entanto, é evidente que, na tentativa de fazer o melhor, os pais têm exagerado na proteção que dispensam aos filhos.

        Existe uma responsabilidade dos pais de protegerem seus filhos e educá‑los para que possam crescer com segurança e autonomia. Quanto muito novas, crianças não sabem distinguir o que pode ser perigoso, e é o dever dos pais ensiná-las quais são os riscos que elas estão correndo e como evitá-los. Crianças são ingênuas e não sabem, por exemplo, que a pessoa que conheceram na internet pode ser um adulto perigoso, e então podem transmitir informações sobre suas vidas pessoais que podem colocá-las em risco. É o dever dos pais ensinar quais são os possíveis resultados das ações de seus filhos. Outro exemplo comum de obrigação dos pais, que deve acontecer mais entre pais e filhos adolescentes, é ter um diálogo quando o jovem vai a alguma festa ou evento para que os pais saibam onde e com quem ele está andando para ter certeza de que ele está seguro.

        Porém, muitas vezes, os adultos passam dos limites tentando proteger seus filhos demais, o que causa mais repercussões negativas do que positivas. Existem diferentes motivos para que isso aconteça, como a falta de presença na vida dos filhos ou até a falta de conhecimento de como educá-los. Quando algum pai não é muito presente na vida da família, a tendência é ele tentar compensar essa ausência sendo mais protetor do que deveria. Há muitos casos, por exemplo, de pais que não deixam seus filhos maiores de idade irem a certos lugares a que eles já têm tanto idade, quanto responsabilidade para ir, como “baladas” e bares, dizendo que eles podem estar correndo riscos. Além disso, muitos pais privam seus filhos de liberdade por terem impressões erradas sobre esses lugares e não buscam conhecer melhor para dialogarem e chegarem a um acordo com suas famílias. Esses tipos de ações impedem que os jovens cresçam com autonomia e podem prejudicá-los gravemente no futuro.

        Portanto, a proteção materna e paterna é fundamental para um bom desenvolvimento dos filhos, porém a superproteção pode causar mais danos que benefícios. Por isso, é necessário saber quando é preciso ou não interferir na vida dos filhos e como suas ações protetoras podem afetá-los.

Leonardo Frangioni, 3H2

Bem-vindos ao Blog de Redação!

Alunos das 3.as séries

O Blog de Redação é um espaço criado pelos professores de Laboratório de Redação para complementar o trabalho de discussão realizado em aula.  Aqui, vocês terão acesso a textos e links relativos ao tema previsto para cada aula de Laboratório e poderão publicar comentários. Nesse espaço também serão publicados, ao longo do ano, textos-modelo elaborados em sala de aula pelos alunos das 3.as séries.

Com esse conjunto de possibilidades, o Blog visa auxiliá-los a fazerem pesquisas, a se informarem, a discutirem e refletirem previamente sobre o assunto a ser trabalhado em determinadas aulas de Laboratório. Dessa maneira, vocês chegarão a essas aulas mais preparados para elaborar um texto argumentativo, com opinião clara e fundamentada sobre o assunto requerido.

É importante que vocês façam uso desse espaço, inclusive porque os professores conduzirão as aulas de Laboratório, que ocorrem quinzenalmente, com vistas ao aproveitamento do trabalho desenvolvido no Blog.

Os professores de redação dos 3.os anos também mantêm uma página no Facebook – Redação Colband – que facilita a divulgação do conteúdo do Blog aos alunos, além de trazer informações, assuntos atuais, discussão e enquetes abertos à participação de todos.

Nas próximas semanas, os professores orientarão melhor todos vocês, em sala de aula, sobre como participar do Blog de Redação e da página do curso no Face. Vocês podem esclarecer quaisquer dúvidas em aula, com o professor.

Mais uma vez, sejam bem-vindos. Contamos com a participação de todos!

Melissa, Renata, Fabiana e Alexandre
Professores de Redação – 3.as séries