Texto-Modelo – Aula 9 (Gabriela Coelho)

Abaixo, vocês poderão ler o texto escrito por Gabriela Coelho, da turma 3H1, em nossa aula 9. Percebam que a Gabriela parte de um conceito de Jean-Jacques Rousseau para iniciar o assunto. Além de dar informatividade ao texto, esse início deu um contexto para a discussão. Essa preocupação com a contextualização também se fez presente no Desenvolvimento: a Gabriela nos apresentou como foi o discurso da ministra Cármen Lúcia, quando ela foi empossada Presidente do STF.

Boa leitura!

O contrato Social de Cármen Lúcia

     “O Povo como soberano”. Nisso se baseia o livro O Contrato Social, escrito por Jean-Jacques Rousseau. Utilizado como uma das bases ideológicas de diversas revoluções burguesas, como a Revolução Francesa, que se desenvolve no fim do século XVIII, esse ideal ainda é, teoricamente, a representação da democracia: eleger políticos que representem os interesses da população, o que nem sempre acontece. No Brasil, em um contexto de extrema corrupção, há o surgimento de uma figura que fortalece nos cidadãos do país expectativa de mudanças que possam fazer jus ao que dizia Rousseau em sua mais famosa obra; trata-se de Cármen Lúcia, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

     Em setembro de 2017 completará um ano a posse do cargo de presidente por Cármen Lúcia, marcado por um discurso de perspectiva extremamente transformadora, o que deixou o povo brasileiro com expectativas de mudanças no Judiciário do país. A primeira frase do discurso da ministra já sinalizou uma das tendências de mudança: em vez de primeiramente saudar o presidente da república Michel Temer, como de costume, saudou “Sua Excelência, o povo”. Tal conduta revela sua intenção de priorizar o cidadão brasileiro, considerando-o a maior autoridade e principal agente da política. Colocando a população não abaixo de políticos e do setor Judiciário, mas no mesmo patamar de importância, a presidente já inicia a evidenciar outras condutas que deixam claras no decorrer do discurso.

     “Privilégios são incompatíveis com a República”, proferiu Cármen Lúcia para o jornal Folha de S. Paulo, em 2015, pauta que não foi abandonada quando assumiu seu cargo no STF. Dentre suas promessas, a presidente pretende cortar privilégios dentro da justiça, como evidenciado quase um ano após sua posse quando se posiciona contra o reajuste salarial pedido por juízes, com a intenção de combater a corrupção e o abuso de poder por membros do poder público do brasileiro.

      É claro que a efetiva mudança de rumo político do país não ocorrerá da noite para o dia, porém figuras dispostas a lutar por isso parecem começar a aparecer.

Gabriela Coelho Silveira