Texto-modelo da aula 3 – Victor Bartholomeu

Para finalizar a coletânea de textos-modelo sobre o uso de cobaias animais, segue a redação do Victor Bartholomeu, da 3B3. O Victor – ou Barthô! – fez uso de uma estratégia bastante pertinente: a apresentação e desconstrução dos argumentos contrários à sua tese – de que é válido usar cobaias animais em experimentações científicas. Observem o resultado dessa estratégia. Boa leitura!

 

Conclusões equivocadas sobre o uso de animais na experimentação científica

Movimentos organizados em prol da defesa dos animais, juntamente com cidadão que simpatizam com essa causa, são ferrenhos críticos do uso de animais em pesquisas científicas. Esses indivíduos e organizações, porém, desconsideram que os condutores de experimentos com cobaias se importam com o sofrimento dos animais e que estes visam mais do que apenas ao lucro.

Os principais argumentos defendidos por ativistas contrários à utilização de animais em experimentações científicas são os de que os responsáveis por tais pesquisas visam somente ao lucro. Além disso, apontam que por os cientistas serem cruéis, além de ignorarem o sofrimento das cobaias, as submetem a isso por interesses não justificáveis, ou seja, motivos fúteis. Porém, os ativistas desconsideram fatos essenciais, o que os leva a um grande equívoco da parte deles.

Primeiramente, a motivação da pesquisa científica não é puramente econômica. Muitas pesquisas têm como finalidade a melhora da condição de vida do nosso planeta, como a cura do câncer e da AIDS, doenças responsáveis pela morte de milhares de pessoas. Portanto, é possível afirmar que a pesquisa científica, na qual animais estão envolvidos, também possuem finalidade humanitária.

Além disso, de modo geral, os cientistas se importam com o sofrimento dos animais. Inclusive, eles só os usam por não haver outra opção. Não há como simular sistemas complexos humanos, como o sistema nervoso, sinteticamente, e nem certas circunstâncias, como a depressão. Aliás, devido à preocupação da comunidade científica em relação à ética no uso de animais, foi sancionada a Lei Arouca, que visa ao bem-estar das cobaias. De acordo com a regulamentação, para o sofrimento animal ser evitado ao máximo, as cobaias devem ser submetidas a analgésicos durante os experimentos caso elas sofram. Além disso, caso não seja possível evitar o sofrimento, a cobaia deve sofrer eutanásia.

Um outro equívoco sobre as pesquisas é o de que os cientistas visam apenas a interesses humanos. Tal crença é uma mentira, pois o avanço científico pode ser aplicado de diferentes maneiras, envolvendo tanto interesses humanos como não-humanos. Exemplos de interesses não-humanos que podem receber atenção são a criação e o aprimoramento de produtos e vacinas animais, além da criação de organismos sintéticos que os substituam perfeitamente em testes, livrando-os do envolvimento com o assunto.

Em resumo, há muito equívoco da parte opositora ao uso de animais na experimentação científica. Os cientistas só os usam porque é a única alternativa, e não porque são maus ou negligentes. Além disso, levam a condição deles em consideração.

Victor Bartholomeu