Material de apoio para a aula 7 de ELin3

Caros alunos, seguem dois links, que os ajudarão a refletir sobre o tema de nossa aula 7 (a proposta do Insper-2018, “Quem deve decidir quando encerrar a vida de uma criança em estado terminal: os pais ou os médicos?”).

1. “Ortotanásia, milagres e crianças: uma combinação delicadíssima”: http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/tubo-de-ensaio/ortotanasia-milagres-e-criancas-uma-combinacao-delicadissima/

2. “Ordenamento jurídico brasileiro aceita ortotanásia”: https://www.conjur.com.br/2013-set-17/carlos-martins-ortotanasia-aceita-nosso-ordenamento-juridico

Boas leituras!

Texto modelo aula 4 – Gabrieli Fonseca de Oliveira

Vejam o texto que a Gabrieli, da 3B, produziu para o tema “imagem da mulher na sociedade brasileira contemporânea”, na aula 4 de ELin3. A Gabrieli partiu de uma tese bastante original: a atual imagem que se tem hoje da mulher é, assim como George Orwell apresenta em sua obra 1984, duplipensada, ou seja, apresenta  simultaneamente dois papéis distintos e opostos para ela. Trata-se de um bom exemplo de como mobilizar um repertório cultural de modo proveitoso, criando argumentos – e não apenas citações – a partir do conceito apresentado.

Boa leitura! 

 

A mulher brasileira duplipensada da mídia

Gabrieli Fonseca de Oliveira

A indústria midiática da atual sociedade brasileira tem um importante papel na formação cultural da população. No que se refere à imagem disseminada da mulher por esta indústria, observa-se uma lastimável contradição sobre como a mulher é referida. Se por um lado, a publicidade propaga ideias de respeito e valorização da figura feminina na atualidade, por outro, este mesmo veículo difunde um retrato da mulher associado ao erotismo e ao universo doméstico, que reflete a sua inestimável subjugação na contemporaneidade brasileira.

Uma analogia eficiente para descrever a representação da mulher no país pode ser feita com o conceito criado por George Orwell em 1984 sobre o duplipensamento, no sentido de que a mentalidade brasileira enxerga simultaneamente dois papéis distintos e opostos para a mulher. No núcleo familiar, por exemplo, um casal comumente afirma ser a favor do movimento feminista e da equiparação de direitos entre homens e mulheres ao mesmo tempo que pressiona sua filha a saber cozinhar e limpar a casa “porque este é um conhecimento importante para o casamento”. Como no mundo utópico criado por Orwell, o caráter paradoxal do pensamento é tido de forma inconsciente. Esta antítese de consciência deriva de uma raiz cultural e histórica dos antepassados na nação brasileira sobre a imagem da mulher, que é perpetuada pelos meios de comunicação e entretenimento.

Ademais, um outro abominável retrato feminino característico da sociedade brasileira é a associação da mulher a uma inferioridade intelectual. Por conta desta imagem deturpada presente em todo o território nacional, moças desde pequenas não são estimuladas a se inserir em posições sociais de destaque. Como resultado deste quadro ideológico equivocado, a mulher é condicionada a ocupar cargos de baixa exigência mental, como trabalho doméstico e telemarketing, ao passo que os homens são o gênero predominante na política, pesquisa científica e outras profissões valorizadas, como engenharia e advocacia.

Sendo assim, é imprescindível que a associação da figura feminina a posições de submissão matrimonial, intelectual e profissional seja mitigada no que concerne à divulgação midiática da imagem da mulher, a fim de que esta seja “desduplipensada” no âmbito sociocultural.

Material de apoio para a aula 6 de ELin3

Caros alunos, seguem três links, com informações que ajudarão vocês a pensarem a respeito do tema da aula 6 de Estudos Linguísticos 3: “Presente e futuro dos direitos humanos no Brasil”.

1. Definição de “direitos humanos”, em site da ONUBr: https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/

2. Explicações detalhadas sobre a Revisão Periódica Universal, em site da ONU: https://nacoesunidas.org/revisao-periodica-universal-perguntas-e-respostas/

3. Texto opinativo a respeito das Audiências de Custódia: http://justificando.cartacapital.com.br/2017/12/20/inefetividade-da-audiencia-de-custodia-face-mentalidade-inquisitiva/

 

 

Boas leituras!

Textos-Modelo – Aulas 2 e 3 (Enem 2017)

Abaixo, vocês poderão ler quatro textos muito bem escritos, a respeito do tema “Formação educacional dos surdos no Brasil” (Enem 2017).

Inclusão educacional de surdos: cidadania na escola

Sophia B. Costa

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, um indivíduo ter cidadania plena implica os direitos à educação e à inclusão social, independentemente de quaisquer deficiências, como a surdez. Por isso, é dever dos países signatários de tal documento — a exemplo do Brasil — garantir as condições necessárias para o cumprimento de tais aspectos. Dessa maneira, por meio de uma educação inclusiva, todos — em especial, os surdos — atingirão a plenitude de sua cidadania.

Porém, nota-se que o Estado brasileiro tem sido incapaz de propiciar a educação inclusiva aos deficientes auditivos. Isso é comprovado por dados do INEP segundo os quais, de 2011 a 2016, tem caído o número de matrículas de tais indivíduos na educação básica. Consequentemente, os não deficientes não conviverão com portadores de necessidades especiais. Logo, qualquer deficiência será considerada redutora da capacidade individual, configurando preconceitos que associam a surdez à falta de inteligência, por exemplo. Tais estereótipos impossibilitam a plena inserção do surdo na vida cotidiana e no mercado de trabalho. Assim, há a recusa da cidadania integral a essa pessoa, além da manutenção das ideias pré-concebidas que impossibilitam a subversão dessa situação.

Ademais, diante da falta de infraestrutura das escolas públicas, é comum a sugestão da migração dos alunos deficientes auditivos para centros especializados, onde encontrariam métodos de ensino adequados às suas necessidades. Afinal, o surdo fala a Libras como primeira língua, e nem sempre escolas públicas possuem professores ou intérpretes capacitados para usá-la. Porém, tal transferência manteria a segregação fomentadora dos preconceitos contra deficientes auditivos e sua exclusão. Já nas escolas regulares, o aluno incluído entra em contato com outras realidades, ampliando seu desenvolvimento, em vez de restringir a sua liberdade. Aliás, a garantia desta última — um direito universal — significa, para o contratualista Rawls, assegurar ao indivíduo o pleno exercício das suas faculdades.

Portanto, para superar os desafios da formação educacional de surdos, o governo deve investir mais recursos nas escolas públicas. Tais verbas serão direcionadas para oferecer intérpretes às turmas com alunos inclusos. Também, serão empregadas para melhorar a formação do professor, tanto em Libras quanto em métodos de ensino inclusivo. Assim, gradualmente, estruturar-se-á um Brasil livre de preconceitos contra o deficiente auditivo. Este, se verdadeiramente incluso na sociedade, terá cidadania plena e condições para desenvolver suas potencialidades totalmente.

O que o ouvido não ouve, o coração sente

Livia Barcessat Lewinski

A situação atual de inserção dos surdos na educação básica brasileira é de grande conturbação: desde 2012, as matrículas de surdos na educação básica vêm sofrendo gradativo declínio. Trata-se de vestígios de uma sociedade excludente, que carece de transformações.

Conforme o célebre estudioso Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo biológico e, para o seu bom funcionamento, todos os seus componentes devem estar em harmonia, de modo a garantir o bem-estar geral. Concomitantemente, a lei número 13146, que assegura a educação de qualidade um sistema educacional inclusivo à pessoa com deficiência, não vem sendo devidamente cumprida, configurando-se como uma problemática legislativa e uma situação atual muito distante do bem-estar geral pensado por Durkheim – visto que a sociedade não está em harmonia com os surdos.

Trata-se de 40 milhões de deficientes auditivos no total – uma população expressiva – que têm os seus direitos básicos negligenciados pelo governo. Devido à falta de investimentos em políticas públicas inclusivas, são, diariamente, injustiçados pelo estigma enraizado de surdos como inválidos.

Além de terem suas imagens denegridas pelo senso comum – fruto de uma estereotipação falaciosa – os surdos são novamente postos às margens da sociedade no âmbito profissional: no panorama capacitista vigente, muitas vezes, são julgados incapazes de exercerem funções e, pelo fato de não ouvirem, deixam de ser contratados para empregos. Os surdos são capazes de exercer qualquer função, exceto as que exigem habilidade auditiva.

Portanto, o primeiro passo para a aceitação desse fato e a desmitificação de demais preconceitos deve ser dado logo na infância. A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é a segunda língua oficial do Brasil. Assim, deve ser universalizada como empreendimento educacional do governo em todas as escolas como língua obrigatória, de modo a reverter o cenário de evasão escolar dos surdos e alimentar o respeito às diferenças nas crianças, para que futuramente se tornem cidadãos mais empáticos. A efetiva adoção da iniciativa por educadores e gestores é imprescindível e aproximará mais da realidade a sociedade idealizada por Durkheim.

Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil

Juliana Choi

A educação, de acordo com a Constituição, é um direito de todos os indivíduos, independente da idade, etnia ou da deficiência que a pessoa possa ter. Todavia, é impossível negar que o Brasil apresenta dificuldade em prover a formação educacional de maneira eficiente a minorias como a dos surdos.

Um dos grandes elementos que mostram a realidade atual brasileira em relação à educação dos surdos é a diminuição significativa do número de matrículas desses indivíduos em instituições de ensino básico, que caiu de 27 para 22 milhares em classes comuns, de acordo com uma pesquisa feita pelo Inep. Tal fenômeno possui diversas justificativas, entre elas a falta de intérpretes preparados no Ensino Básico que possibilitariam o aprendizado qualificado do surdo e impediriam a desistência desses alunos motivada pela falta de inclusão no ambiente escolar.

Ademais, embora haja leis que reiterem a necessidade de profissionais competentes familiarizados com a Libras (Língua Brasileira dos Sinais), como a promulgada em 2005, segundo a qual professores devem aprender essa língua durante sua formação acadêmica, carece-se de condição e comprometimento dos indivíduos para atender a tal disposição legal definida. Além disso, a falta de fiscalização permite que essas pessoas saiam impunes, prejudicando principalmente os surdos.

Desta forma, os deficientes acabam por ser caracterizados como incapazes ou incompetentes, quando, na realidade, a culpa é do indivíduo que não cumpre seu papel como educador qualificado. Consequentemente, surge um preconceito que relaciona o surdo à incapacidade intelectual, o que só dificulta a inclusão dessa minoria nas instituições de ensino.

Portanto, seria interessante o Sistema Legislativo aprovar uma lei que disponha Libras como um aprendizado obrigatório no Ensino Básico. Dessa maneira, a inclusão se daria desde o início da vida acadêmica, com a comunicação dos surdos com seus colegas de classe e professores, o que melhoraria a formação educacional e pessoal do deficiente. Entretanto, seria também necessária a fiscalização do cumprimento de tal lei por meio de visitas de funcionários do governo, para garantir que ela seja, de fato, atendida.

Educação não ouve

Giovanna Myazi

Immanuel Kant, filósofo iluminista do século XVIII, já afirmava que “A educação é o maior e mais difícil problema imposto ao homem”. À vista disto, é ainda mais complexo e laborioso enfrentar os obstáculos que se perduram na formação educacional de surdos no Brasil.

Em primeiro lugar, o deficiente auditivo sofre pela falta de inclusão social. A formação educacional de qualquer ser humano não se limita apenas a assistir aulas, todavia, engloba também aspectos do âmbito social. Acentua-se a discriminação dos surdos quando os separam em escolas especiais. Assim, os estudantes não-deficientes não convivem com surdos no meio escolar e, consequentemente, gera-se a discriminação daquilo que não é comum.

Além da exclusão escolar, há ainda pouca difusão da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) acarretando notória dificuldade no ingresso às escolas, faculdades e empresas de preferência do surdo, pois, lamentavelmente, o deficiente auditivo não possui o privilégio de poder se comunicar em qualquer ambiente, assim como os não-deficientes. Desta forma, a escolha do ambiente de trabalho do surdo limita-se aos poucos locais adaptados a ele.

À vista de aumentar de modo significativo a inclusão social dos surdos, cabe ao Ministério da Educação aderir a LIBRAS como matéria obrigatória na base do currículo nacional escolar. Assim, promover-se-ia uma geração na qual todos têm acesso a uma comunicação efetiva. Afinal, afirmava o filósofo Pitágoras “Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”. Desta forma, gerar-se-ia uma nação, no futuro, mais inclusiva e desenvolvida socialmente.

Material de apoio para a aula 5

Caros alunos

Nossa sugestão de leituras para enriquecer a reflexão sobre o tema da aula 5 de ELin3 começa com este artigo de opinião da filósofa e militante do movimento negro Djamila Ribeiro, sobre o racismo reverso.

Também recomendamos a leitura da reportagem da revista Nova Escola para saber mais sobre as comissões para comprovar a raça negra de candidatos a concursos públicos. Apesar de não se ater ao vestibular, o texto trata de uma alternativa que tem sido aplicada no lugar do sistema de autodeclaração de raça em concursos públicos.

Por fim, vale a pena assistir ao documentário Raça Humana, vencedor da categoria Documentário, na 32ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em 2010, sobre a medida pioneira de  implementação das cotas raciais na UnB (Universidade de Brasília). Nele, estudantes universitários favoráveis e contrários às cotas são entrevistados e apresentam seus argumentos.

Boa preparação!

 

Editorial de jornal de bairro – Luíza Bronsarto Motta

Caros alunos, vejam agora outro ótimo editorial, escrito pela aluna Luíza, da 3I. O texto, feito a partir de uma proposta de produção textual em ELin2, já começa de modo expressivo a partir do título – uma clara menção ao célebre poema de Vinícius de Moraes, totalmente oportuna à opinião assumida no texto. Nele, Luíza discute a problemática dos moradores de rua no bairro do Ipiranga pela perspectiva dos direitos humanos, questionando os indivíduos que apenas se incomodam com seu próprio desconforto, negando a humanidade das pessoas em situação de rua. Há, por fim, sugestão de medidas cabíveis à situação. Boa leitura e reflexão a todos!

 

Se não tinha teto, não tinha nada?

Luíza Bronsarto Motta

Por toda São Paulo, os números são alarmantes. A quantidade de pessoas em condição de rua tem crescido. É o que diz a Fipe, Fundação do Instituto de Pesquisas Econômicas, ao afirmar que nos últimos 15 anos, a população de rua dobrou. Todavia, não são necessários dados para comprovar esta realidade: basta observar a Avenida Nazaré, as ruas próximas ao Parque da Independência, entre outras. Regiões cheias de barracos em que residem cidadãos sem nenhuma condição digna de vida.

Atualmente, este número pode ser justificado pelo crescente nível de desemprego que assola o país. Com seus negócios falidos ou demitidas do trabalho, inúmeras pessoas de bem se tornam extremamente endividadas ou recorrem às drogas. Nessas situações, muitas vezes a rua se torna destino de abrigo.

Assim, cidadãos comuns se tornam invisíveis aos olhos de uma sociedade acostumada à individualidade como valor bruto. Essa invisibilidade permite a prorrogação de suas condições sub-humanas em rua, expostos a doenças, fome, e grave estresse psicológico. Esses abalos tendem a tornar as pessoas não-domiciliadas debilitadas, instáveis – o que, aos olhos do povo, infelizmente, se traduz em posição de perigo, em uma ameaça.

Como resultado dessa situação, há um explícito desrespeito aos direitos humanos, no qual até mesmo o bairro do Ipiranga tem responsabilidade. Como já citado no jornal, muitas vezes, o aumento da população de rua é proporcional ao sentimento de desconforto recorrente entre os moradores da região que, perante os vizinhos informais, tendem a ser condescendentes com a infração à vida, que ocorre diante de seus olhos.

Portanto, cabe às autoridades proverem abrigo e assistência à população de rua, tal como realizado em iniciativa da prefeitura no ano de 2017. Nela, milhares de moradores de rua foram direcionados a abrigos públicos, sob orientação e assistência de profissionais, como médicos cuidadores, etc. Também deve-se contar com o protagonismo dos moradores do bairro para resolução do problema, devendo reportar onde há moradias informais às autoridades, cobrando-lhes providências comprometidas com os direitos humanos. O direito à vida digna é de todos, para todos.

Editorial de jornal de bairro – Ana Sophia Gil Zanetti

Abaixo, vocês poderão ler um ótimo editorial, escrito pela colega Ana Sophia Gil Zanetti, da turma 3A. A Ana Sophia assumiu a personagem de uma editora de jornal de bairro – no caso, os Jardins, em São Paulo – e escreveu um editorial, no qual se apontam os problemas que envolvem a vida de um morador de rua. Percebam que o texto produzido pela Ana tem características bastante semelhantes daquelas da dissertação-argumentativa, solicitada pela maior parte dos vestibulares: é opinativo, com linguagem impessoal e formal. Também é válido perceber a profundidade da reflexão sugerida pelo texto da colega.

Tão próximos e tão distantes

          Falas como: “não, hoje não”, “esse vagabundo deveria ir trabalhar”, “ele vai usar o dinheiro da esmola para comprar drogas” somadas a expressões faciais repletas de medo e asco e ao aumento da velocidade da caminhada formam um ritual que se repete todas as vezes em que um residente dos Jardins passa por um mendigo, o qual, querendo ou não, também faz parte do grupo de moradores do nosso bairro, um dos mais chiques de São Paulo. O número de moradores de rua na região aumentou e o debate a respeito do tema deve ser promovido.

          Tão próximos de nós, mas com realidades tão distantes, a vida dos moradores de rua não é fácil. Muito mais árduo do que enfrentar o frio e a chuva é conviver diariamente com o preconceito, com o nojo e com a desconfiança. É saber que não se faz mais parte da sociedade, mesmo que a lei garanta os seus direitos como cidadão. Difícil mesmo é sair dessa situação na qual há muitas mãos apontados e poucas mãos estendidas.

          Dentro de seus mundos de glamour, a maioria dos habitantes dos Jardins não enxerga a complexidade da questão do aumento do número de moradores de rua, que ocorre não apenas em nosso bairro como também em escala mundial. Graças a uma crise econômica generalizada e à automação da mão de obra, não há emprego para todos e as únicas casas cujo aluguel se tornou acessível a uma parte significativa da população foram as ruas, as calçadas, as pontes, as esquinas e os toldos dos bares. Além disso, grande parte da população de rua sofre com vícios, rupturas familiares ou problemas psicológicos graves. Logo, não é questão de falta de vontade, mas sim falta de oportunidades.

          Nós, cidadãos paulistanos e habitantes dos Jardins, devemos sair de nossa zona de conforto e cobrar de nossos representantes ações efetivas que garantam mudanças na vida dos moradores de rua. Afinal, todos somos iguais perante a lei, segundo a Constituição brasileira.

Ana Sophia Gil Zanetti

Material de apoio para aula 4

Queridos alunos,

confiram o material de apoio que disponibilizamos para que vocês reflitam um pouco mais sobre a imagem da mulher na sociedade brasileira, discussão da aula 4 de ELin3:

Esse artigo de opinião, publicado no jornal Gazeta do Povo, faz uma análise bem interessante sobre os avanços e desafios na situação da mulher no país.

 

Já esse vídeo traz uma montagem com trechos de propagandas que refletem a imagem que a publicidade propagava (ou propaga?) da mulher. De algumas delas vocês devem lembrar.

 

Por fim, essa álbum de imagens da Folha também traz uma compilação de propagandas que foram consideradas machistas pelo público ou por segmentos da sociedade. O que você acha delas?

 

Boa reflexão!

 

 

 

 

 

Texto-modelo da aula 1 – Catarina Palumbo

Vejam que texto bem estruturado e consistente a Catarina, da 3B, elaborou sobre o uso de cobaias em experimentações científicas. Para defender seu posicionamento favorável a tal uso, a Catarina, além das informações da coletânea fornecida, transformadas em argumentos, utiliza também de conhecimento prévio, como os que dizem respeito a vários tratamentos e medicamentos oriundos dos testes com animais, bem como da contextualização histórica, pontuando o início desse tipo de teste.

Que a leitura seja inspiradora para os próximos textos!

Uso de animais: uma prática necessária

Catarina Monteiro Palumbo, 3B

            O uso de animais para o entendimento dos organismos vivos é uma prática presente na sociedade desde os estudos anatômicos de Hipócrates, na Antiga Grécia. Esse costume milenar passou a ser questionado por volta do início do século XIX, quando, em meio a revoluções industriais e ideológicas, foram trazidas à tona as questões éticas relacionadas ao uso de cobaias vivas. Atualmente, mesmo com o grande avanço das diversas áreas de conhecimento, a utilização dos animais em experimentações científicas continua imprescindível para o desenvolvimento de tratamentos médicos e farmacêuticos.

Em primeira instância é importante esclarecer que existe uma imagem mistificada a respeito do uso de animais em pesquisa. Cientistas são constantemente vistos como pessoas insensíveis que maltratam os seres vivos, no entanto, esse julgamento popular não condiz com a realidade. Isso porque os experimentos realizados com o uso de animais são regulados por leis específicas e fiscalização eficiente, que vigoram no Brasil desde 2008. Dessa forma, qualquer maneira de maus-tratos impede a publicação das descobertas em periódicos científicos e barra os investimentos naquela pesquisa, o que torna o processo experimental muito mais humano e consciente das necessidades do animal estudado, que deve ser tratado com respeito e ter o seu sofrimento reduzido o quanto possível.

Em segundo lugar é importante ressaltar que as experimentações seguem aos princípios do três Rs, que correspondem a reduzir ao máximo o número de animais estudados e substituir, sempre que possível, as cobaias vivas por tecnologias mais modernas, como a cultura de células. No entanto, apesar dos grandes avanços nas áreas de biotecnologia, ainda não é viável reproduzir “in vitro” características como o alto nível de complexidade de organização celular em tecidos, órgãos e sistemas, a elevada especialização das células ou a constante interação entre diferentes moléculas, que são encontradas em organismos vivos.

Além disso, a maior parte das vacinas, remédios e tratamentos médicos que salvam vidas na atualidade passaram em algum momento por uma fase de experimentação em animais. Sem esses estudos, por exemplo, não existiriam a quimioterapia, os antidepressivos ou os tão disseminados analgésicos, que ajudam milhares de pessoas todos os dias.

Dessa forma, as experimentações científicas em seres vivos se provam um processo, além de preocupado com o bem-estar dos animais, totalmente necessário para o desenvolvimento humano. Afinal, negar as pesquisas com esses seres é dizer não a todos os benefícios já conquistados e a todas as inovações que poderiam ser descobertas pela ciência médica.

Aula 3: material extra

Caros alunos

A fim de se prepararem melhor para terceira aula de Estudos Linguísticos 3, confiram os textos a seguir:

1. Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

2. Apesar de avanços, surdos ainda enfrentam barreiras de acessibilidade

3. Educação de surdos em escolas tradicionais ainda é desafio no Brasil

4. Professora cria canal no Youtube para contar histórias infantis em Libras

Boa leitura!

Profs. Fabiana, Melissa, Susana e Fukuya