VI Festival Livre Opinião

Destacado

Caros alunos

É com prazer que convidamos o “terceirôô” a participar da 6a. edição do nosso já tradicional Festival Livre Opinião! Trata-se de um concurso de textos pra quem gosta de escrever e adora uma polêmica! A única regra é ser opinativo, seja qual for o gênero, o tema e a opinião do texto. Vale dissertação? Vale! Mas vale poema, manifesto, carta ou algo bem diferente? Vale também!

Vejam o regulamento abaixo. E atentem ao prazo: as inscrições vão até o dia 02 de setembro!

Boa sorte!

     VI Festival Livre Opinião – Regulamento

  1. A participação no Festival Livre Opinião é facultativa.
  2. Podem participar do Festival Livre Opinião todos os alunos de 3.as séries do Ensino Médio.
  3. O aluno participante deverá formular um texto de tema livre, pertencente a qualquer gênero (dissertação argumentativa, artigo de opinião, crônica, carta, manifesto, resenha crítica, poema, etc), desde que seja opinativo, obedecendo ao limite de 40 linhas digitadas em fonte Times New Roman 12.
  4. Para participar do Festival Livre Opinião, o aluno deverá enviar o texto – sem assinatura, apenas com o número de registro (login do Band) – para o email FestivalLivreOpiniao@gmail.com.
  5. O prazo final para a entrega do texto é dia 2 de setembro, até as 12h30.
  6. Os professores de redação – que não terão acesso aos nomes dos autores dos textos – selecionarão os melhores textos e os publicarão no Blog de Redação (http://redacao3as.colband.net.br/) e no Facebook (Redação Colband) no dia 03 de outubro de 2016.
  7. A votação dar-se-á durante o período de 03 a 14 de outubro de 2016. A votação será aberta ao público, através da página Festival Livre Opinião no Facebook, e aos docentes do Colégio, por meio de uma urna instalada na sala dos professores.
  8. A divulgação dos vencedores (1.o, 2.o e 3.o lugares) será realizada no dia 17 de outubro de 2016.
  9. Os vencedores do Festival Livre Opinião receberão como prêmio:
  1. o lugar: 1,5 ponto nas médias de Redação e Laboratório de Redação do 4.o bimestre
  2. o lugar: 1,0 ponto nas médias de Redação e Laboratório de Redação do 4.o bimestre
  3. o lugar: 0,5 ponto nas médias de Redação e Laboratório de Redação do 4.o bimestre
  1. Cada aluno poderá inscrever no Festival Livre Opinião mais de um texto. Caso o mesmo aluno seja contemplado com mais de uma vitória, ele terá direito apenas a um dos prêmios (no caso, o melhor deles). Exemplo: se um aluno tiver textos premiados com o 1.o e 2.o lugares, ele terá direito apenas ao prêmio do 1.o lugar, de modo que o aluno que obtivera o 3.o lugar passa a ocupar o 2.o lugar e o aluno que ficara em 4.o lugar receberá o prêmio de 3.o colocado.

Produção textual (Lab. de Redação – 3as séries): Geórgia Faria

Abaixo, vocês poderão ler um ótimo texto sobre as Utopias, tema proposto pela Fuvest-2016. A colega Geórgia, da 3H1, apresentou um texto com ótimas qualidades: linguagem fluente, ideias bem encadeadas, informatividade (menção ao nazismo e a Gandhi, além de Maquiavel) e ótimo uso da coletânea (Thomas More, Karl Mannheim, Rouvillois). Vale a leitura!

 Dois lados da mesma utopia

          O conceito de utopia data de 1516 e sua criação é atribuída a Thomas More, que deu o nome de Utopia a uma ilha imaginária perfeita. Com o passar do tempo, esse mesmo termo passou a abranger também o sentido de qualquer ideal, seja ele político, social ou religioso, que projeta uma nova sociedade perfeita. A respeito desse tema, é válido afirmar que utopias são indispensáveis na vida dos seres humanos. No entanto, se isso é verdade, também é lícito dizer que essas utopias podem ser nocivas.

          Viver uma vida visando alcançar uma utopia é viver uma vida de esperança. Sem ela, o ser humano não vive, não faz história, não busca conhecimento, não caminha para frente. Essa tese é ratificada por Karl Mannheim, que diz que o homem sem nenhum ideal acaba por se tornar um mero produto de impulsos. Um exemplo da importância de se ter uma utopia pode ser encontrado em Gandhi. Ele, por acreditar que os indianos mereciam uma vida melhor, comoveu toda a população de seu país e fez com que ela lutasse pela sua independência da então metrópole Inglaterra. Ou seja, foi o ideal de Gandhi de um lugar perfeito que fez com que a Índia conseguisse a sua independência.

          Todavia, é necessário cuidado ao se tratar de utopias, já que elas podem representar projetos totalitaristas e até genocidas. Frédéric Rouvillois afirma que a utopia suscita esses horrores e que o homem que visa a ela se utiliza de meios terríveis e uma justificativa maquiavélica: os fins justificam os meios. Para exemplificar as ideias de Rouvillois, cabe a citação de Hitler e dos horrores provocados pelo nazismo. Esse líder alemão, com ideal de uma Alemanha poderosa e reerguida da 1.a Guerra Mundial, e também com o ideal de uma sociedade perfeita composta pela “raça” ariana, adotou o nazismo como sua política, a qual pregava a superioridade de tal “raça” e o antissemitismo. Assim, não cabia a ninguém a contestação de tal crença, mas tão somente assistir enquanto milhares de judeus eram arrancados de suas casas e levados aos campos de concentração, de onde nunca sairiam, ou sairiam com terríveis marcas e histórias.

          Em suma, é evidente a indispensabilidade das utopias como motor que impulsiona os homens a atingirem seus ideais. Porém, que os perigos de sua busca sejam considerados e bem pensados, visando a não torná-las nocivas a ninguém.

Geórgia Parreira Faria, 3H1

Texto-modelo da aula 8 – Victoria Wang

Pessoal, mais um ótimo texto produzido na aula 8 de Laboratório de Redação. Em “Seres emocionais”, a Victoria Wang, da 3E2, nos explica de forma clara e envolvente como as emoções são produzidas. O bom uso das perguntas, a priorização da clareza ao nos mostrar que há “dois caminhos possíveis” para se ativarem as emoções, a equilibrada enumeração na narrativa que exemplifica o processo, todas as escolhas da Victoria resultaram em um texto informativo e agradável de se ler. Tudo o que se espera de um bom texto de divulgação científica!

 

Seres emocionais

Um fato aparentemente óbvio – e até redundante – é que sentimos. Sentimos pois possuímos emoções. No entanto, por que será que, como indivíduos, algumas faces parecem ser mais amigáveis que as outras, ou lugares desconhecidos nos incitam, por alguma razão, uma felicidade a qual não sabemos de onde vem ou por que motivo é “ativada”?

Na realidade, existem dois caminhos possíveis pelos quais a emoção se manifesta. Esta pode ser prioritariamente instintiva, resultado de longuíssimos anos de evolução, na qual o organismo sente uma emoção forte em função de seus mecanismos de sobrevivência. Entretanto, é igualmente notável – se não mais ainda – o segundo caminho pelo qual a emoção pode ocorrer: por meio de indutores de emoção. Os indutores são estímulos externos que estão em volta do indivíduo no decorrer de sua vivência, maturidade e desenvolmimento pessoal. Tais indutores são o que potencialmente podem ocasionar emoções no indivíduo. Por exemplo, o lugar estranho que causa alegria a uma pessoa chamada João pode ser uma casa extremamente parecida à de sua infância, onde compartilhou suas memórias mais felizes com seus pais e irmãos; onde aprendeu a andar de bicicleta, cozinhar e construir sua primeira casa na árvore. Sendo assim, o indutor de emoção é a casa, e o sentimento de conforto de João decorre da memória que tinha. Logo, a emoção é resultado de uma rede de associações simbólicas que o indivíduo adquire através de experiências.

Vale notar que há inúmeras experiências variáveis, mas ao mesmo tempo, há inúmeros graus em que o indutor de emoção interfere em nossas ações. Por exemplo, ao mesmo tempo que a casa afeta João intensamente, pode afetar outras pessoas em intensidades diferentes Entretanto, um fato sabemos, e é que sentimos. Dessa forma, as emoções, mesmo que variáveis e pessoais, interferem em nossas ações e em nossos pensamentos. Afinal, somos seres emocionais.

Produção textual realizada em Laboratório de Redação de 3.as séries (aula 8) – Mirella Foronda

Caros alunos, mais um texto muito legal, feito em nossa aula 8 de Laboratório. Percebam como a Mirella, sua colega da 3B2, “traduziu” de maneira superdidática a teoria e os exemplos do neurocientista António Damásio! Aliás, como vimos em aula, essa é a intenção do gênero “Texto de divulgação científica”…

A sensação e o sentimento

Em O sentimento de si: corpo, emoção e consciência, o autor António Damásio aborda o tema da indução de emoções. Estas, de acordo com o neurocientista, podem ocorrer de duas maneiras distintas: a primeira é por meio dos sentidos, como quando o indivíduo vê um lugar ou rosto familiar. Já a segunda maneira pela qual as emoções podem ser induzidas é o pensamento; recordações de uma amiga ou o fato de esta ter acabado de falecer, por exemplo.

O processo da indução das emoções pode ocorrer em fatos simples do dia a dia. Um homem, por exemplo, que recentemente perdeu a namorada em um acidente de carro, está indo confiante para uma entrevista de emprego. Entretanto, ao chegar lá, percebe que a bela moça que o entrevista está usando um colar igual ao que a falecida namorada costumava usar. A visão da joia faz com que o homem recorde momentos com a amada, e sinta profunda tristeza. Algumas horas depois, no trajeto de volta para casa, vê de relance uma casa semelhante àquela onde passou a infância. Novamente, ver a casa despertou sentimentos no homem, desta vez saudade e felicidade.

É comum atribuirmos valores emocionais a objetos, lugares ou imagens, conforme passamos por experiências. Desta forma, a quantidade de estímulos indutores de emoção torna-se infinita, fazendo com que quase tudo desperte uma reação emocional. Porém, a maioria dessas reações é considerada fraca, ainda que esteja sempre presente. Conscientemente ou não, nosso comportamento e o modo como vemos os objetos e situações estão fortemente atrelados às emoções, despertadas por indutores grande parte das vezes, se não todas.

Produções textuais de alunos (Aula de Lab. de Redação – 3.as séries)

Pessoal, mais textos! Mais ótimos textos! 

Estes dois textos foram produzidos na aula 8 de Laboratório, aquela em que produzimos um “texto de divulgação científica” (proposta da Unicamp-2016). Os autores são a Sarah Kim (da turma 3H2) e o Gustavo Benfatti (da turma 3B2).

Ao lerem as duas redações, percebam o quanto, nesse gênero textual, os exemplos são fundamentais para que o leitor (jovem e leigo no assunto…) compreenda o teor do livro original. Vale observar que o Gustavo e a Sarah organizaram as ideias de modo diferente, mas igualmente interessante e adequado!

1.o texto

Autora: Sarah Jin Hee Kim

Sentidos + Passado= ?

É comum as pessoas sentirem certas emoções quando revivem momentos do passado, seja alegria, seja a raiva. Essa ideia é explorada no livro de Antonio Damásio, O sentimento de si: corpo, emoção e consciência. Para o autor, existem dois tipos de indutores de emoções: os sentidos do corpo e a pura atividade mental de se recordar do passado.

Paladar, olfato, audição. Esses são alguns dos sentidos do corpo que podem remeter a sentimentos do passado. Por exemplo, uma pessoa está andando na rua quando começa a tocar a música tema de um filme a que ela assistiu. Provavelmente, a pessoa sentirá a mesma felicidade de quando viu a obra. Nesse momento, a audição a faz relembrar do momento em que escutou o tema.

Outro indutor de emoções são as recordações do passado. Uma ilustração disso seria uma pessoa que passou a infância inteira junto à avó mas, quando cresceu, se afastou dela. O indivíduo estava na casa lendo um livro quando, de repente, se lembra da avó e se sente triste por ter se afastado dela. Essa indução não tem a interferência de elementos externos para levar uma pessoa a sentir uma certa emoção, mas apenas o processo mental que ativou as memórias do passado.

Assim, é possível concluir, de acordo com o autor, que as emoções podem ser induzidas por meio de objetos ou a atividade mental pura e simples. Qualquer sentimento pode ser recordado por meio dos sentidos ou pela reminiscência do passado.

2.o texto

Autor: Gustavo Benfatti

Lembrar é se emocionar

Um homem entra numa casa que está à venda. Ao conhecer o quarto principal da residência, enche-se de alegria. Na mente do homem, surgem imagens de seus pais, que morreram recentemente e dormiam num quarto igual àquele. A cor das cortinas, a disposição dos móveis, o piso. Tudo do quarto lembrava os progenitores e os momentos deliciosos que o homem passou com eles.

O que ocorreu com o homem foi uma indução de emoção. Ao ver um ambiente que lembra o quarto dos pais, o homem se lembra de seus progenitores e dos momentos felizes que com eles passou. Essa circunstância acontece quando os sentidos identificam objetos familiares, como um piso, por exemplo, associando a esse objeto uma emoção.

Perceber um objeto familiar é uma das circunstâncias de indução de emoção, segundo António Damásio, autor do livro O sentimento de si: corpo, emoção e consciência. A outra circunstância ocorre quando surge na mente de uma pessoa um objeto ou situação associado a uma emoção sem o organismo ter percebido esse objeto no espaço. Aconteceria se um homem estivesse fazendo uma atividade sem nenhuma ligação com sua infância e se “lembrasse” do rosto de um amigo da época em que era criança.

Essas induções estão presentes no cotidiano das pessoas. É difícil não perceber objetos que lembrem pessoas e acontecimentos que suscitam emoções e, mesmo que aconteça de essa percepção não ocorrer, é também difícil não se lembrar de objetos e acontecimentos associados a emoções.

Texto-modelo (Aula 7)

Prezados alunos,

aqui está mais um texto em que se cumpriram muito adequadamente – e com boa linguagem – todas as exigências da primeira proposta da Unicamp 2016.

A autora da resenha é a Ana Martins, pseudônimo da Isabella Fazzi, da 3B1.

Parabéns, Isabella!

Boa leitura a todos!

Autora: Isabella Fazzi Markiewicz (turma 3B1)

          Entre as diversas e conhecidas fábulas de La Fontaine, “A Deliberação Tomada pelos Ratos” mostra-se uma muito interessante pela relacionável moral que apresenta no final. Nessa fábula, um grupo de ratos, temendo não sobreviverem aos ataques que haviam matado vários de seus semelhantes por parte de um gato chamado Rodilardo, que deles se alimentava, resolvem discutir uma solução para esse problema quando têm a oportunidade. Após deliberarem sobre tal assunto, ficam satisfeitos ao ouvirem um plano supostamente excelente: prenderiam um sino em volta do pescoço do animal para que, quando esse se aproximasse, eles pudessem ser alertados de sua chegada e então tivessem a chance de se protegerem. No entanto, apesar de essa ideia ser generalizadamente aceita, não foi executada pela simples falta de voluntários, já que nenhum rato teria a coragem de arriscar sua vida subindo no pescoço do gato.

         É interessante analisar que, analogamente, essa fábula pode ser comparada a determinadas realidades sociais. É o caso, por exemplo, de certos operários de fábricas, especialmente no início das primeiras Revoluções Industriais, quando a mão de obra industrial era intensamente explorada pela burguesia da época. Muitas vezes submetidos a desumanos horários de trabalho, condições de higiene precárias e sendo pagas quantias extremamente pequenas, tais trabalhadores tinham, sem dúvida, diversos pedidos justos a fazerem a seus patrões, além de saberem que contariam com o apoio de todos os outros operários. No entanto, por terem a consciência de que tais propostas muito provavelmente só acarretariam suas próprias demissões, já que não eram vantajosas para seus patrões, muitos deles acabavam não as fazendo.
Assim, verifica-se uma relação entre o medo que os ratos tinham em morrer tentando amarrar o sino no pescoço do gato e o medo desses operários em perder seus empregos ao pedirem condições mais humanas de trabalho. Nesse exemplo, Rodilardo seriam os patrões, e os ratos, os operários em questão.

Ana Martins

Textos-modelo (Aula 7)

Caros alunos, abaixo vocês poderão ler dois textos muito adequados e bem escritos, formulados na nossa aula 7 (aquela, cuja proposta era a de escrita de uma resenha – uma proposta da Unicamp de 2016).

Percebam que um bom texto não tem segredo. Em ambas as produções, o que fica bem perceptível são o cumprimento de cada uma das solicitações feitas pela Unicamp e a adequação à situação comunicativa (um estudante que participava de um concurso de resenhas, e que redige um texto sobre uma fábula de La Fontaine).

Parabéns, Cinthia e Marina!

Boa leitura, todos os alunos!

1.o texto – autora: Cinthia Maeda (turma 3B2)

La Fontaine, na fábula “A Deliberação Tomada pelos Ratos”, leva o leitor a conhecer a história do gato Rodilardo e dos ratos que eram obrigados a dividir com ele o espaço em que viviam. Após um terrível massacre cometido pelo felino, os poucos ratos remanescentes passaram a viver acuados, receosos de servirem como alimento para Rodilardo. Quando o gato se retirou para namorar, os roedores reuniram-se para refletir como lidariam com a situação em que se encontravam. Finalmente, chegaram à conclusão de que era preciso que se amarrasse um guizo no pescoço de Rodilardo, advertindo, assim, sua presença. A ideia, apesar de aclamada, não obteve voluntários que a colocassem em prática, uma vez que todos os ratinhos esquivaram-se da tarefa.

No espaço social, é possível observarem-se diversas situações semelhantes à retratada por La Fontaine, em sua fábula. A questão das sacolinhas plásticas distribuídas pelos supermercados é um exemplo. Era convencionado, até recentemente, que os supermercados fornecessem, gratuitamente, sacolas para que os consumidores embalassem produtos, após cada compra. Entretanto, com a crescente conscientização acerca da sustentabilidade, iniciou-se uma discussão sobre a validade do uso das sacolinhas em detrimento da poluição ambiental causada pela produção e pelo descarte inadequado de toneladas de plástico. Grande parte da população brasileira mostrou-se preocupada com a questão e reconheceu sua importância, bem como a necessidade de se encaminhar para uma sociedade mais sustentável. Porém, quando, consequentemente, o governo aprovou uma lei que acabava com a obrigação dos supermercados de fornecer as sacolas sem custo adicional, houve rejeição da ideia por parte dos consumidores, que alegaram ser um absurdo a cobrança pelas sacolinhas e um incômodo usar as retornáveis.

Conclui-se, então, que “A Deliberação Tomada pelos Ratos” aproxima-se da situação do fim das sacolinhas gratuitas nos supermercados brasileiros, uma vez que há o reconhecimento, por parte da sociedade, da relevância de determinadas ações, mas no momento em que é necessário atuar, poucos são os que realmente se esforçam para que a mudança ocorra.

C. T. M.

2.o texto – autora: Marina Hussid de Góes (turma 3B2)

          A fábula de La Fontaine, “A Deliberação Tomada pelos Ratos”, conta a história de Rodilardo, um gato que come ratos. Acuados pelo gato, os ratinhos procuram uma solução para não viverem com o medo de serem devorados. Após uma deliberação, concordam em amarrar um guizo ao pescoço do gato. Ao decidirem quem deverá realizar o trabalho, porém, não há voluntários.
          La Fontaine mostra com essa fábula como, muitas vezes, algo tão discutido e defendido pelas pessoas não é realmente aplicado por estas no cotidiano. Um exemplo disso é o meio ambiente. É consensual que devemos cuidar do planeta e preservá-lo para as gerações futuras, porém, a maioria das pessoas não toma atitudes para que isso se perpetue. Banhos longos, desperdício de recursos naturais, descaso com o descarte de lixo, são pequenas ações cotidianas que as pessoas realizam que vão de encontro com aquilo que defendem.
          Em suma, assim como os ratinhos, as pessoas defendem algo estoicamente, porém não tomam atitudes para que aquilo em que acreditam se concretize ou, ainda, tomam ações contraditórias.
Animal Racional

Utopias – Aula 11 do Laboratório de Redação

A partir desta semana, no Laboratório de Redação, algumas turmas já terão a aula 11, que corresponde à proposta da Fuvest 2016: “As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?”.

Para ajudá-los a se prepararem para a aula, seguem algumas indicações de textos e vídeos.

Na TV Brasil, há materiais muito interessantes. Um deles é uma minissérie em seis episódios, produzida pelo cineasta Silvio Tendler, chamada “Era das Utopias”. Em um dos episódios, diversos escritores, filósofos e sociólogos discutem a respeito de algumas utopias do século XXI, como a construção de uma nova democracia, a preservação ambiental, a globalização.  Veja em:  https://www.youtube.com/watch?v=fi_PF9UtcO4.

O outro vídeo é de um programa apresentado pelo diretor teatral Aderbal Freire Filho. Vocês assistirão a um diálogo muito esclarecedor entre Freire Filho e o filósofo Pedro Duarte e descobrirão  que Manuel Bandeira, Platão, Guimarães Rosa estão muito relacionados à utopia. Assistam aqui: https://www.youtube.co/watch?v=CYQpDsX1Jdk.

Para finalizar, dois textos sobre o assunto. O poeta e escritor Ferreira Gullar, em artigo publicado na Folha de S. Paulo no final do mês passado, comenta a respeito da importância das utopias para os seres humanos. Confira: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2016/07/1796840-em-busca-de-solucoes-o-homem-inventou-deus.shtml.

O outro texto foi publicado na revista Filosofia, traz um panorama bastante consistente do assunto. Veja: http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/25/artigo97876-1.asp.

Boa aula para todos!

 

O jeitinho brasileiro no mundo do trabalho

“O jeitinho brasileiro: estratégia válida no mundo do trabalho?”

Essa foi a pergunta feita para os candidatos do último vestibular da FGV-Adm na proposta de redação. Com o objetivo de auxiliá-los a pensarem mais sobre o assunto e adotarem um firme posicionamento em seu texto, foi fornecida uma reportagem, publicada no jornal Folha de S. Paulo em 20/08/2016. 

Caros alunos, a fim de se prepararem bem para nossa próxima aula de laboratório (Aula 9), leiam essa reportagem, que se encontra na p. 16 da apostila, e confiram os textos bem como os vídeos a seguir.

1. Em “O lado bom do jeitinho brasileiro”, abordam-se aspectos positivos dessa característica do nosso povo, valendo-se, inclusive, de exemplos de situações da esfera empresarial.

2. Após uma viagem de 18 dias pelos estados de São Paulo, Mato Grosso e Pará, a jornalista portuguesa Alexandra Padro Coelho expôs suas boas impressões sobre o povo brasileiro e seu jeitinho – muitas vezes considerado negativo, até mesmo pelos próprios brasileiros – em seu artigo “O jeitinho brasileiro”, publicado em seu Blog.

3. Um anúncio publicitário, que deu origem à expressão “Lei de Gérson”. O então jogador de futebol participou dessa propaganda, em que ele dizia “O importante é levar vantagem em tudo”… e pronto: ficou estigmatizado pela frase.

4. E, agora, um momento de descontração: no “Musical do Jeitinho Brasileiro”, um dos esquetes de seu programa Tá No Ar, exibido pela Rede Globo, o humorista Marcelo Adnet aborda atitudes do dia a dia do brasileiro – como comprar produtos piratas, falsificar carteirinha de estudante para pagar meia-entrada e furar filas. Ironicamente, Adnet critica a ambiguidade dos brasileiros que condenam a corrupção mas, ao mesmo tempo, adotam atitudes corruptas em seu cotidiano.

Boa aula a todos!

Texto-modelo (Aulas 2 e 3): Pedro Hirata

Há quem acredite que seja “mais fácil” escrever um texto contrário ao uso de cobaias animais em experimentações científicas. Não é essa a opinião do Pedro Hirata, seu colega da 3H1! 
Como vocês lerão a seguir, o Pedro escreveu um texto favorável, completamente favorável às pesquisas que fazem uso de cobaias.
Ele teve o cuidado de explicitar que crueldade nenhuma é aceitável – o que tornou o texto muito mais consistente -, mas nem por isso mudou sua tese. De modo enfático, respeitoso e coerente, o Pedro defendeu a realização dos experimentos (como se percebe já no título).

Com vocês, o texto!

 

Cobaia, a melhor amiga da ciência

Movimentos organizados em prol da defesa dos animais, juntamente com cidadãos que simpatizam com a causa, são ferrenhos críticos do uso de animais em experimentações científicas. Esses indivíduos e organizações, porém, não levam em consideração que os experimentos em cobaias animais são, não apenas indispensáveis ao avanço científico, mas também benéficos para toda a sociedade.

O teste em animais, prática comum no meio científico, não pode ser inteiramente substituído sem prejudicar a segurança humana. Substâncias pretensamente benéficas, antes de serem colocadas à disposição do público, passam, necessariamente, por uma bateria de testes, cuja finalidade é justamente verificar a eficiência e os riscos oferecidos por seu uso. Esse processo, essencial para garantir a segurança humana, é realizado em animais, sobretudo mamíferos, que por terem um organismo similar ao humano, podem ajudar a entender como o medicamento agirá nele. Não realizar essa etapa implicaria maiores probabilidades de substâncias nocivas chegarem às cobaias humanas, pois, sem teste prévio, haveria ainda mais incertezas quanto aos seus riscos. Existem novas tecnologias que prometem substituir o experimento em animais por colônias de células humanas. Para pesquisas mais complexas, no entanto, ainda é fundamental o uso de um organismo completo como, por exemplo, na observação de como um medicamento desenvolvido para determinada parte do corpo afeta as demais ou, então, naquelas que trabalham com o fator psicológico do animal, inexistente num conjunto de células.

Outro argumento é o maior valor da vida humana em relação à de outro animal, sendo compreensível o sacrifício destes seres para testes que, no futuro, podem ajudar pessoas. Por serem os únicos dotados de razão e conscientes da própria existência, os humanos devem sempre ser priorizados em relação aos demais seres vivos, podendo valer-se de animais para se beneficiar ou suprir suas próprias necessidades, assim como já é feito em relação à alimentação há milênios com a caça e a pecuária. É necessário destacar, contudo, que essa superioridade não implica crueldade ou desprezo com os animais. Pelo contrário, com a finalidade de promover os direitos destes seres e garantir sua integridade, órgãos do governo, como o CONCEA, se encarregam de fiscalizar locais que utilizam cobaias animais.

Conclui-se, assim, que o uso de animais em experimentos científicos é essencial e justificável pela hierarquia entre seres racionais e instintivos. O sacrifício dessas cobaias é aliado ao avanço da ciência e colabora, portanto, para o bem do ser humano.

Pedro Hirata, 3H1